Canavieiras.


Lavradores à procura de terras férteis, saídos de Ilhéus , na primeira década do século XVIII, se instalaram em local denominado por Puxim, onde ergueram uma capela dedicada a São Boaventura. Apesar da prosperidade do local, mas pela beligerância dos indígenas locais, seus habitantes mudaram-se para uma ilha, às margens do rio pardo,
denominado por Canavieiras.
Município criado, com território desmembrado de Ilhéus, com a denominação de Imperial Vila de Canavieiras, por Resolução provincial de 09.05.1833.
A sede, criada com o orago de São Boaventura do Puxim de Canavieiras, por Alvará Régio, de 11.04.1718, foi elevada à categoria de cidade por Ato Estadual, de 25.01.1891.

Uma paisagem ainda primitiva e a natureza exuberante são apenas parte deste paraíso. Um paraíso de belas praias, ilhas e rios. Canavieiras, que os íntimos carinhosamente chamam de CANES, é um pólo que vem sendo descoberto por turistas de todo o mundo. Canavieiras, sensual, selvagem e acolhedora, localizada às margens do Rio Pardo, em frente ao mar.As opções para os turistas espalham-se por todo o município. aconchegantes pousadas oferecem conforto, tranqüilidade e a tradicional hospitalidade baiana. O segredo detoda essa atração começou num povoado de vida calma e bucólica, mas perfeitamente integrado ao novo ritmo do município.
Neste santuário ecológico a vida é saudável e descontraída.. Em toda a Costa do município um infinito coqueiral mostra que a natureza é pródiga quando respeitada. Os intermináveis manguezais representam um importante patrimônio natural, o habitat das aves de vôos imponentes é a fonte de sobrevivência para centenas de pessoas. Sem os manguezais preservados, o caranguejo suculento não seria a marca mais expressiva de Canavieiras.

Essa viagem não seria tão surpreendente sem passar pelo que há de mais puro e mais primitivo de Canavieiras. Conhecer a beleza selvagem do município é mergulhar numa sensação tão excitante que ninguém seria capaz de imaginar que se trata de um sonho real. Os rios que cortam a cidade são caminhos que levam a lugares encantadores; além do Pardo, com admirável espelho d’água, tem ainda os rios Patipe, Cipó e Salsa. Em suas margens estão as inúmeras fazendas de cacau, uma rica cultura que se expandiu por todo o sul da Bahia. Na Fazenda Cubículo foi plantado o primeiro cacaueiro da região, no século XVIII.
Quem chega a Canavieiras pode andar de bicicleta, cavalgar em uma trilha selvagem, tomar banho de mar ou de rio e, em certos trechos da Praia da Costa é possível cuidar da saúde com as areias monazíticas ou tomar um “banho” de lama medicinal na Ilha das Garças. A Ilha é um verdadeiro santuário ecológico onde vivem vários tipos de garças e gaivotas. Quem não quiser ir até a lá, pode observar as belas aves quando saem em revoada em busca de alimento no Rio Pardo, realizando um grande balé em que a coreografia se baseia no contraste do branco das plumagens com o verde dos manguezais.
Outro programa inesquecível é ver o por-do-sol da Ponte do Lloyd, enquanto os jovens mergulham no Rio Pardo e os músicos entoam canções românticas no final da tarde, no antigo Cais do Porto, hoje denominado Sítio Histórico Governador Paulo Souto, com mais de 30 casarões centenários, área com calçadões, coreto, praça de eventos, bares, restaurantes, artesanatos e iluminação de época, transformando-se assim no local de maior visitação pelos turistas.
Segundo a Bíblia do Pescador, em Canavieiras encontra-se o maior viveiro de robalos do País e o maior de Marlin Azul do mundo.
Levantamento feito pela UESC (Universidade Estadual de Santa Cruz), a demanda turística no alto verão em Canavieiras origina-se das Regiões Centro-Sul e Sudeste do Brasil: Brasília, Goiânia, Minas Gerais, Rio, São Paulo, etc., e o número de visitantes, nesta época, chega a 80 mil turistas.
Canavieiras conta hoje com mais de 2.500 leitos, nos diversos estabelecimentos hoteleiros.

Esse conjunto de tantos encantos é uma viagem que nunca vai sair da cabeça. Canavieiras é muito mais que um paraíso cercada de ilhas por todos os lados; é, acima de tudo, a emoção que pulsa verde e selvagem, pura, virgem, plena pra se viver e amar sem tempo e nem hora marcada. Um bem querer que os olhos jamais esquecem e o coração vai bater eternamente apaixonado.